Islândia

Setembro 2017

D I C A S   G E R A I S

Nossa viagem para a Islândia aconteceu no final do mês de setembro de 2017 e durou ao todo 9 dias. De acordo com o pesquisamos, março e setembro são os melhores meses para visitar a ilha. Acabou que demos sorte e o mês de setembro coincidiu com nossas férias. Mas, enquanto estávamos lá, conseguimos entender melhor o porquê de essa ser considerada a melhor época: a temperatura ainda não costuma ficar tão baixa e a quantidade de turistas é menor se comparada a julho e agosto. Além disso, é no final de setembro que a aurora boreal começa a aparecer, por mais que as chances de vê-la ainda não sejam tão altas. A verdade é que cada estação do ano tem suas especificidades que sempre trazem vantagens e desvantagens. Mas, independentemente da época escolhida, uma viagem para lslândia costuma exigir um pouco mais de pesquisa e planejamento do que para outros destinos europeus. Separamos a seguir tudo de mais importante que aprendemos ao longo dos nossos dias por lá em setembro, na intenção de que ajude e (motive!) novas aventuras nesse país incrível.

T E M P E R A T U R A

A temperatura é algo que preocupa muitos que desejam conhecer a Islândia. Sempre que comentávamos sobre nossa viagem, logo a pergunta sobre o frio aparecia. Em média, a temperatura que pegamos foi de 8 graus. Um leve friozinho, mas realmente não foi algo que nos incomodou. Somente em situações que nos molhávamos, como nas cachoeiras. Vale ressaltar também que em uma viagem como essa ficamos muito tempo dentro do carro, o que alivia o contato com o frio. Em geral, as paradas que fazíamos não eram tão longas, então é bem diferente de viagens a cidades grandes, em que você passa o dia inteiro andando do lado de fora.

P R E P A R A N D O   A   M A L A

Uma grande dúvida que tivemos enquanto nos preparávamos para a viagem foi em relação a que tipo de roupa levar para essa época do ano. Fizemos algumas pesquisas antes e, no final, organizar a mala foi mais simples do que imaginávamos. Listaremos aqui o que levamos e achamos que foi essencial para nossos 9 dias por lá.

É importante levar em consideração o quão instável o tempo é em toda a ilha. Não é muito confiável acompanhar as previsões, porque em um mesmo dia o cenário pode variar de um lindo céu azul a carregadas nuvens pretas. Pode ter certeza de que o vento e a chuva estarão garantidos em sua viagem. Mas, como dizem os dinamarqueses: "Não existe tempo ruim, apenas roupas erradas." Resumidamente, você vai precisar dessas 3 camadas:

 

1.  C A M A D A

blusa e calça/meia calça térmicas

2.  C A M A D A

um casaco mais quentinho
tipo fleece, que segure bem o frio

3.  C A M A D A

na parte de cima:

capa de chuva
(elas salvam mesmo!)
para dias mais frios, um casaco mais quente que seja impermeável

+

na parte de baixo:
calças legging ou jeans

+

uma calça impermeável
(importante! para os dias que for nas cachoeiras)
botas impermeáveis que também protejam do frio
Luvas e cachecol
(que esquentem mesmo! os mais recomendáveis são os que têm materiais como lã ou cashmere em sua composição)
Protetores de pescoço de ski
(uma dica! são bons em função de não voarem facilmente com o vento como os cachecóis)
Roupa de banho
para a Blue Lagoon

Cada uma de nós viajou com uma bagagem de mão e uma mochila e tudo que precisávamos coube perfeitamente. Não é preciso levar muito mais do que listamos e uma bagagem menor pode ainda aliviar sua viagem na hora de encaixar tudo no carro para seguir a estrada.

 

P A S S A G E M   Á E R E A

Atualmente a Islândia é um destino que está super em alta, então várias empresas operam vôos para lá de diferentes cidades da Europa. Mas existe uma em especial, a WOW Air, uma companhia aérea low-cost islandesa, que oferece passagens com preços mais em conta. Viajamos com ela e nossa experiência foi ótima! O que muitos não imaginam é o quão próxima a Islândia fica da costa leste dos Estados Unidos. Um vôo direto de Nova York para Reykjavik dura em média 5 horas e meia. Com o boom pelo qual a Islândia está passando, muitas companhias aéreas têm oferecido voos com escala em Reykjavik antes de seguir para a Europa.

H O S P E D A G E M

Os preços de hospedagem na Islândia são bem altos. Principalmente se comparados a países no sul da Europa. Mesmo assim, tentamos tornar a viagem o mais em conta possível e, por isso, procuramos nos hospedar em hostels ao longo dos nossos dias na ilha. As opções são poucas, então em muitos casos não éramos nós que escolhíamos o hostel, mas sim o hostel que nos escolhia. Alguns foram bons, outros nem tanto, mas iremos detalhar no roteiro nossas experiências em cada um deles.

C O M I D A / S U P E R M E C A D O

Antes de ir para a Islândia já tínhamos noção de que os preços dos restaurantes eram altos e que teríamos que nos aventurar nos supermercados islandeses. Descobrimos a rede de supermercados Bónus, que tem filiais em várias cidades da ilha e os melhores preços, então sempre que víamos uma, parávamos para garantir. Durante as longas viagens de carro, costumávamos carregar sanduíches com a gente e a noite sempre cozinhávamos nos hostels.

A moeda da Islândia (krona islandesa) é uma moeda pouco valorizada se comparada ao dólar ou ao euro. Seu baixo valor, somado ao fato de que a Islândia tem um elevado custo de vida, inibe o uso do dinheiro no dia a dia dos islandeses e contribui para que o país use muito cartão de crédito/débito. No país inteiro, mesmo em lojas pequenas de cidades afastadas, é possível encontrar maquininhas de cartão. Por mais estranho que isso possa parecer para nós, há lugares que nem chegam a aceitar pagamento em cash, somente em cartão. Por isso, nossa dica é ter sempre um cartão de crédito ou débito com você durante a viagem e não se preocupar em trocar outra moeda para kronas islandesas.

Talvez você precise somente caso vá utilizar táxi ou transporte público. Nos ônibus, eles aceitam somente krona como forma de pagamento e, como os motoristas não têm troco para devolver, a quantia deve estar exata. Mas, é possível também baixar o aplicativo gratuito dos ônibus Strætó BS, onde é possível consultar os horários e comprar os tickets com cartão de crédito.

F O R M A S   D E   P A G A M E N T O - T R O C A R   D I N H E I R O  ?

A melhor (e quase única) forma de conhecer bem a Islândia é alugando um carro, sem dúvida alguma. Não existem trens e a pequena rede transporte público se concentra somente na capital. Os lugares que visitamos na Islândia são incríveis mas, com certeza, uma das partes mais legais de viajar pra lá é a própria “roadtrip" em si. Nada mais gostoso do que você pegar a estrada, seguir o próprio roteiro, dirigir no seu tempo, e ir digerindo (ou ir tentando digerir!) as paisagens com uma bela trilha sonora ao fundo.

C O M O   S E   L O C O M O V E R   P E L A   I L H A

Para dar a volta na ilha você vai utilizar somente a rodovia número 1, quase totalmente asfaltada, que vai te levar aos principais pontos do seu roteiro. Não há pistas duplas, é sempre uma pista em uma direção e outra na direção contrária. Também não há acostamento quase nunca, há pontos específicos em que é possível parar para ver a vista ou tirar fotos. 

Apesar disso, estacionamentos na Islândia não costumam ser um problema. Somente no centro da cidade de Reykjavik, onde alguns hotéis/hostels não oferecem vagas. Nesses casos, é preciso encontrar vaga nas ruas e prestar atenção aos horários e formas de pagamento. Fora isso, todos os pontos turísticos e hostels ao redor da ilha têm áreas de estacionamento.

S O B R E   A S   E S T R A D A S   E   E S T A C I O N A M E N T O S

Pesquisamos muito antes de escolher onde íamos alugar nosso carro e acabamos optando pela empresa islandesa Blue Car Rental ao invés de alugar com uma internacional. Os preços da Blue Car eram melhores, as reviews na internet eram ótimas e achamos que fazia mais sentido alugar um carro em uma empresa do próprio país em que iríamos dirigir. Nossa experiência foi muito boa, então super recomendamos alugar carro com eles.  www.bluecarrental.is

 

A primeira dica em relação ao aluguel é que você não precisa de um 4x4 se não quiser ou, caso seja menor de 21, se não puder. Como comentamos aqui em cima, para dar a volta na ilha você vai usar somente a rodovia número 1, quase totalmente asfaltada. Um carro 2WD (com tração em 2 rodas) é super suficiente desde que você tenha em mente que não vai poder sair seguindo qualquer estrada de terra “off road”. Só não é muito recomendável alugar carros do tipo "mini" que algumas locadoras oferecem a preços mais baixos, pois eles podem não aguentar as rajadas de vento na estrada (que costumam ser bem fortes quando chove, falando por experiência própria!). Também não precisa se preocupar com potência do carro, porque a velocidade máxima permitida na estrada nunca vai ser maior que 90 km/h.

 

A segunda dica (uma das melhores!) em relação a aluguel de carro na Islândia é: inclua um modem na sua reserva do carro. Foi a internet dele que nos possibilitou usar o GoogleMaps para seguir nosso roteiro. Cabia no bolso então conectávamos nossos dois celulares e levavamos ele com a gente pra todo canto. Não perdíamos o sinal quase nunca, independente do buraco em que nos metíamos. GPS é super desnecessário se você tem um modem, alugamos também mas não usamos nenhuma vez.

 

A última dica é em relação ao abastecimento do carro: NUNCA, em hipótese alguma, escolha a opção FULL TANK quando você for abastecer o carro na Islândia. Descobrimos depois que as máquinas dos postos de gasolina não necessariamente funcionam com cartões estrangeiros. Quando você seleciona a opção “full tank”, as máquinas dos postos automaticamente te cobram um valor de segurança. No nosso caso, esse valor foi umas 5x maior do que o valor real que deveria ser cobrado. Normalmente essa diferença de valor seria creditada de volta para a sua conta, mas, por o cartão ser estrangeiro, às vezes isso não acontece. Ou seja, melhor não arriscar. Melhor gastar um tempinho calculando o valor da gasolina que você quer colocar no carro em crona.

S O B R E   A L U G U E L   D E   C A R R O

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