Roteiro

Islândia

Setembro 2017

- Chegada em Reykjavik

Dia 01

Chegar do aeroporto de Keflavik até a Reykjavík é super fácil, o trajeto dura cerca de 45 minutos. Existem duas companhias que oferecem transfer de ônibus para a capital: a Airport Express e a Flybus. Ambas têm stands logo na área de desembarque do aeroporto e oferecem muitos horários de saída, em geral sincronizados com a chegada dos vôos. O preço das duas companhias é bem próximo e não é preciso reservar lugar com antecedência, só comprar ao desembarcar.

Nosso roteiro pela Islândia acabou ficando um pouco diferente dos mais convencionais. O roteiro mais comum quando se viaja para lá é completar a “Ring Road” (também conhecida como Route 1), a estrada circular que contorna o país e cobre 1,332km. O segundo roteiro mais comum é usar Reykjavik como base e conhecer somente as proximidades, como a região do Golden Circle.

Como nunca havíamos viajado sozinhas de carro, ficamos com medo de o nosso tempo ser muito curto e de não darmos conta de completar a volta toda. Por outro lado, conhecer só os arredores de Reykjavik também não era uma opção para nós. Tentamos encontrar um meio termo: resolvemos usar os 4 primeiros dias da viagem para nos aventurarmos no sul do país (linha vermelha no mapa). Depois, retornamos para Reykjavik, onde passamos somente uma noite, e na manhã seguinte partimos em direção à região oeste (linha laranja no mapa). Reservamos os últimos dois dias para explorar melhor a capital e conhecer a famosa Blue Lagoon. Então deixamos a região norte e a costa leste para uma próxima vez, como mais um motivo para voltarmos à ilha um dia

- de Reykjavik até Sellfoss - 190km

Dia 02

No segundo dia, acordamos cedo e fomos buscar o carro no primeiro horário disponibilizado pela locadora (explicamos melhor sobre o aluguel aqui). Direto da locadora, já começamos o percurso que tínhamos planejado. Fomos dirigindo de Reykjavik até o Parque Nacional de Thingvellir, depois seguimos até Geysir e, por último, visitamos a Gulfoss Falls. Esse é um roteiro super conhecido, os islandeses chamam de “Golden Circle”. Ele é feito por várias agências, então se prepare para cruzar com alguns grupos bem grandes de turistas ao longo do caminho. Mas isso definitivamente não diminui a beleza de cada um desses lugares, que são incríveis e valem demais a visita. No fim do dia, continuamos na estrada até chegarmos na cidadezinha de Selfoss, onde passamos a noite.

Thingvellir Þingvellir National Park

O Thingvellir é um parque nacional considerado patrimônio mundial da UNESCO.  O parque é enorme, com pequenas trilhas, cachoeiras, formações rochosas e ruínas do que um dia foi o parlamento islandês. Além disso, é também no Thingvellir em que se pode observar o encontro de duas placas tectônicas: a Eurásia e a Norte Americana. Como o parque não era o nosso único destino do dia, não ficamos tanto tempo por lá, passeamos por umas duas horas e partimos para o próximo ponto.

Geysir

O Vale Haukadalur é uma região geotérmica bem ativa, onde há o encontro de vários geiseres. Eles lançam água quente até cerca 80m de altura e expelem um cheiro bem ruinzinho. Vale conhecer, mas a Islândia tem lugares muito mais incríveis!

Gullfoss

A Gullfoss é a maior cachoeira da Europa. Dizem que o cenário muda completamente dependendo da estação,  mas acreditamos que ela deve ser linda em qualquer época do ano. Obrigatório ir e ver de perto!

Selfoss Hostel Austurvegur 28, 800 Selfoss

A estrada principal da Islândia, rodovia número 1, passa bem no meio de várias cidades islandesas, entre elas, Selfoss. Convenientemente, o Selfoss Hostel se localiza bem na beira da estrada. O que esse hostel tinha de bom era o wifi, que funcionava direitinho, e a cozinha, bem grande e equipada! O que nos incomodou (e sempre incomoda quando é assim) foi que a roupa de cama era colorida. Mas fora isso era tudo ok, em geral fomos bem atendidas.

Dia 03

- de Selfoss até Skógar - 160km

O terceiro dia de carro pela ilha foi, sem dúvida alguma, um dos mais emocionantes! Visitamos lugares incríveis e vimos cenários diferentes de tudo que já tínhamos visto antes. Saímos dirigindo do nosso hostel até Seljalandsfoss, a primeira cachoeira do dia, depois passamos por Skógafoss e em seguida fomos mais adiante para conhecer a famosa praia preta, Reynisfjara Black Sand Beach. Terminamos nosso dia voltando para a cidade da cachoeira Skógafoss, Skogar, onde passamos a noite. Se até aí ainda não estávamos 100% encantadas com a Islândia, esse foi o dia que virou o jogo.

Seljalandsfoss

A Seljalandsfoss acabou se tornando ainda mais popular, em função de uma trilha que passa por trás da sua queda d'água (e te deixa bem encharcada, não esqueça aqui de usar uma roupa impermeável e de proteger sua câmera). Demos um pouco de azar quando chegamos lá porque estava chovendo bastante. Ficamos ensopadas só de sair do carro, então acabamos não nos aventurando na trilha. Mas de qualquer modo, vale a pena conhecer, é muito linda.

Skógafoss

Se alguma vez na vida você já lançou "Islândia" no Google, essa cachoeira foi, com toda certeza, uma das primeiras coisas que apareceu como resultado da pesquisa. Se não bastassem os 60m de altura, a Skógafoss ainda tem impressionantes 25m de largura, que a tornam uma das maiores do país. Como a água cai em um poço relativamente raso, é possível chegar bem perto da queda o que torna toda a experiência de visita ainda mais incrível. É realmente um dos pontos altos da ilha.

Reynisfjara Black Sand Beach

Uma das principais paradas de quem está viajando pelo sul da Islândia é a Reynisfjara Beach, localizada na pequena cidade de Vík. Já sentimos o primeiro impacto logo na chegada, ao caminhar pelas areias - totalmente negras - da praia. Mas a Reynisfjara impressiona também pelas paredes de rocha basáltica e pelas enormes formações rochosas no mar. É imperdível, de uma beleza absurda. Muito diferente de tudo que já havíamos visto na vida. Não é a toa que já serviu de cenário para tantas grandes produções de Hollywood como Star Wars, Game of Thrones, A vida secreta de Walter Mitty, Thor e Vikings.

Dyrhólaey Arch

Do lado oposto da Reynisfjara está um mirante que também merece atenção. A vista lá de cima é espetacular, de um lado você vê a Reynisfjara Beach e do lado oposto a praia de Sólheimasandur, ambas de areia negra. Entre as duas você ainda se depara com o Dyrhólaey Arch, uma ponte de pedra natural que forma um arco no mar.

Skogar Hi Hostel GPS: 63° 31,616'N, 19° 30,653’W

O Skogar Hi Hostel conquista pela sua localização - literalmente colado na cachoeira de Skógafoss. O hostel é uma vertente do Hotel Skogar e ambos se conectam por um café/restaurante (que também serve de recepção) e tem vista para a cachoeira. Nada mais gostoso do que sentar nesse café e ficar só observando. Passamos horas por lá esperando a chuva dar uma trégua. A respeito do hostel em si, não crie muitas expectativas: as instalações são simples, os banheiros poderiam ser mais limpos e os quartos mais bem equipados. Como acontece com outros albergues da rede HI Hostel na Islândia, o preço é definitivamente alto demais para o que oferecem.

- de Skogar até Vagnsstaðir - 250 km

Dia 04

Quando escolhemos viajar para a Islândia, já sabíamos que estávamos sujeitas a enfrentar imprevistos.  E nosso quarto dia na ilha foi exatamente assim, nos ensinou que nem sempre o planejamento está totalmente nas nossas mãos. Acordamos em meio a uma tempestade, volume de chuva alto e ventos muito fortes. Resolvemos postergar nossa saída na esperança de que a chuva passasse, cogitamos até desistir de dirigir nesse dia, mas depois de algumas horas esperando e de uma conversa com a recepcionista do hostel, decidimos arriscar e seguir em frente. Dirigimos devagar, desacostumadas com todo aquele vento e chuva balançando o carro e pulamos algumas das atrações da nossa lista como o vale Fjaðrárgljúfur e a Svartifoss. No fim do dia, alcançamos a incrível Jökulsárlón Lagoon e nos sentimos aliviadas, valeu muito a pena a decisão de seguir na estrada. Visitamos também a Diamond Beach, que fica logo ao lado, e partimos para o nosso hostel.

Jökulsárlón Lagoon

A Jökulsárlón Lagoon é uma lagoa glacial que se forma com o derretimento da geleira Vatnajökull. Vários blocos de gelo se descolam dessa geleira ao longo dos verões islandeses e passam a flutuar na lagoa. Esses blocos ou pequenos icebergs têm cores inacreditáveis: tons de branco, cinza e azul clarinho que resultam em uma paisagem linda.

Diamond Beach

Logo ao lado da Jökulsárlon fica a Diamond Beach, mais uma das praias islandesas de areia negra. Mas essa é especial e diferente de todas as outras. Como a lagoa Jökulsárlón é ligada ao mar por um pequeno canal, os icebergs são levados direto para o oceano e acabam encontrando as areias da Diamond Beach. Uma recomendação importante que vale não somente para essa praia, mas para todas outras na ilha, é a de manter uma certa distância da água. A força das ondas é imprevisível, então você pode ser surpreendido ao chegar perto da beira do mar. Falando por experiência própria, uma de nós levou um lindo caldo e saiu da praia com as botas completamente encharcadas, foi uma delícia. Demorou uns 3 dias para as botas ficarem secas.

Vagnsstaðir Hostel Suðursveit, A-Skaftafellssýsla, Þjóðvegur, 781 Höfn

O único hostel que conseguimos nos arredores da Jökulsárlon Lagoon foi o Vagnsstaðir, que fica - literalmente - no meio do nada. Suas acomodações são muito simples, tanto os quartos, quanto os banheiros. O hostel funciona como uma boa base para quem quer explorar essa região dos glaciares, mas não existe nenhum restaurante, mercado ou qualquer tipo de comércio nos arredores. Apesar disso, disponibilizam uma cozinha com todos equipamentos necessários, então é só garantir algo em um supermercado no caminho para cozinhar lá.

- de Vagnsstaðir até Reykjavik - 402 km

Dia 05

Nosso quinto dia foi reservado para dirigirmos toda costa sul de volta em direção a Reykjavik parando em dois pontos no caminho. Mas, em função do tempo horrível, não conseguimos parar em nenhum dos dois e seguimos a estrada de volta à capital. Esse percurso dura mais ou menos 5 horas, mas é incrível como a paisagem faz o tempo passar muito rápido. Foi quase um Rio - São Paulo mas com sensação de Lagoa - Barra.

Sobre os dois lugares que estavam no roteiro, mas não conseguimos visitar:

Sólheimasandur Plane Crash

Ponto turístico com um dos cenários mais exóticos da ilha: um avião da marinha americana abandonado na praia. Os restos desse avião, que caiu em 1973, só podem ser encontrados após uma caminhada de 4km. Não é muito fácil chegar lá, principalmente com chuva, vento forte ou frio intenso.

Seljavallalaug Zwembad

É uma piscina pública com água quente natural, que fica no vale entre uma montanha e o vulcão Eyjafjallajökull. O acesso só pode ser feito por meio de uma caminhada de 15 minutos que dizem ser bem tranquila. De qualquer forma, é outro passeio que depende muito das condições climáticas no dia.

Procurando Aurora Boreal

À noite, como o céu estava razoavelmente limpo e a previsão de atividade estava boa, resolvemos sair de carro para tentar ver a aurora boreal pela primeira vez. Dirigimos para longe de Reykjavik e tentamos fugir de qualquer tipo de luz de cidades próximas. Acabou que a aurora não estava tão forte e algumas nuvens apareceram, deixando o céu um pouco nublado. Mas ainda sim, foi uma noite muito especial pra nós. Nunca tínhamos tido contato com a aurora na vida e essa noite nos permitiu entender (por mais que de leve) como ela acontece. Explicamos direitinho sobre a aurora na Islândia e tudo que você precisa pra saber para aumentar suas chances de vê-la no nosso post de Dicas Gerais, só clicar aqui pra ler!

Vale ressaltar que um tripé é necessário para tira fotos da aurora, porque o tempo de exposição da câmera precisa ser mais longo. Essas fotos foram nossas primeiras tentativas, mas logo entendemos que fotos de auroras não são fiéis ao fenômeno visto pelos nossos olhos. As fotos tendem a sair com cores mais intensas do que na vida real. 

Loft Hostel Bankastræti 7a, 101 Reykjavík

Falamos melhor sobre esse hostel no post de Reykjavik, só clicar aqui para ler.

Dia 06

- de Reykjavik até Rif - 200 km

No nosso sexto dia na Islândia, o plano era conhecermos um pouco da parte noroeste da Ilha. Acordamos cedo, pegamos o carro e seguimos em direção à Península Snaefellsnes. A primeira parada foi a igreja negra de Budhir. Logo depois, pegamos a estrada novamente até a pequena aldeia de Arnarstapi, onde acabamos até almoçando. No fim da tarde, dirigimos em meio às paisagens lindas do Parque Nacional Snæfellsjökull até chegarmos em Rif, cidade do Freezer Hostel.

Snæfellsnes Peninsula

Snæfellsnes é uma península no noroeste da Islândia que se estende por 90km e engloba o Parque Nacional Snæfellsjökull, o único parque nacional islandês localizado na costa da ilha. A península é carinhosamente conhecida como "miniatura da Islândia" porque concentra um pouco de tudo que a ilha tem a oferecer: pequenas cidades históricas, vulcões, geleiras, praias negras, penhascos e formações rochosas enormes que juntos criam paisagens de tirar o fôlego.

Búðir

Búðir é uma de várias das aldeias localizadas ao longo da estrada que contorna a Snæfellsnes Peninsula. É um lugar que, na nossa opinião, é muito subestimado, já que quase não encontramos informações a respeito em nossas pesquisas. A aldeia consiste quase que unicamente de uma igreja preta no meio do nada, mas isso em si já é o suficiente para criar uma paisagem muito única. Como se não bastasse, o solo da região, um campo de lava com grandes crateras, atualmente está coberto por uma fauna muito rica. Os visitantes podem caminhar pelos campos e descer pela costa ao longo de caminhos que levam até a beira do mar.